A Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional de Saúde Ocupacional, lançou no dia 15 de outubro, uma campanha de sensibilização dirigida aos médicos para alertar quanto à obrigatoriedade de efetuar o diagnóstico e a participação da doença profissional.

A doença profissional, para além de causar sofrimento humano imensurável, conduz a grandes perdas de produtividade e de redução da capacidade de trabalho. Esta é também responsável pelo aumento de gastos pelas empresas em cuidados de saúde, na reabilitação profissional do trabalhador e na adaptação do posto de trabalho.

Anualmente morrem seis vezes mais pessoas por doença profissional que por acidente de trabalho, sendo que em Portugal estima-se que ocorram 4 a 5 mortes/dia devido a doença profissional, o que representa cerca de 6,4 mil milhões de euros perdidos por ano.

Segundo a DGS, apesar da participação da doença profissional ser da responsabilidade de todos os médicos, as estimativas indicam que somente uma pequena parte das doenças profissionais é participada ao Instituto de Segurança Social, impedindo que sejam acionadas as necessárias medidas preventivas e corretivas no local de trabalho.

A DGS realça ainda que a participação da doença profissional é um elemento crucial para o desencadear de todo o processo de certificação e reparação dos danos emergentes da doença profissional.

Fonte: DGS|ACT

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